quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Sou viciado em SEXO

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“O prazer, em todas as áreas da vida, estimula, satisfaz e, nas áreas mais frágeis da personalidade, abre espaços a excessos que causam dependência e tolerâncias, como uma droga qualquer.” Lucios no romance mediúnico Despedindo-se da Terra

          É comum alguém que tenha algum vício dizer a si mesmo ou a alguém próximo, ah, mas eu não vivo sem isso! E na sociedade em que vivemos atualmente com o distanciamento de relações estáveis e saudáveis a busca pelo prazer somente pelo prazer vem aumentando.

Imagem Internet
          A relação entre a sensação de prazer pode ser figurada como a busca de alimento por um lobo selvagem que só terminará de caçar após se saciar, mas quem disse que um lobo selvagem vai se sentir saciado um dia? Quando é utilizado somente o poder que emana da vontade pela vontade, será que as consequências estarão em comunhão com os resultados que concentrem paz, harmonia e saúde emocional?

          Segundo Alírio de Cerqueira Filho no livro Saúde das Emoções: “É fundamental utilizar a energia da vontade como disciplinadora da energia mental a fim de superarmos essa maneira de viver de forma instintiva, subconsciente, se quisermos ser pessoas conscientes de nós mesmos, caminhando para um nível mais elevado de consciência.”

          E ele completa com os seguintes dizeres: “Existem pessoas que agem de forma tão automatizada que acabam reagindo como se fossem animais. Contudo, nós já não somos animais de um ponto de vista espiritual.”

          Na obra Além da Inteligência Emocional – As Cinco Dimensões da Mente, o escritor e professor espanhol, Llorenc Guilera Agüera, cita durante a passagem no capítulo 3: A mente instintiva as seguintes palavras em torno da temática instinto sexual: “A irresistível atração pelo sexo oposto, especialmente nos dias férteis, é o caminho estabelecido pela natureza para garantir a reprodução das espécie.”

Llorenc Guilera Agüera
          E finaliza com a seguinte exposição: “Ainda sem ter recebido treinamento de qualquer tipo por parte dos mais velhos, os indivíduos que entram no período de fecundidade reprodutiva executam rituais nupciais para atrair o possível par de sexo oposto e realizam, sem problemas de aprendizagem, os atos de cópula que permitem a geração de embriões.”

          Ainda nesta obra de Llorenc, de forma a explorar os campos relacionados ao instinto e sendo de bom proveito para o título que exponho há também um que remete a curiosidade e a atração pela novidade com o desejo de ampliar o campo das experiências com a avidez por novas vivências.

          Todas essas experiências aprendidas fazem parte da mente instintiva/cérebro primitivo. Por um lado, essa curiosidade traz à tona descobertas que ressignificam meios usuais aos que conhecemos hoje, isso entrando no mérito da descoberta pela ciência, agora quando entra em cena o prazer carnal, tal descoberta pode estar sendo mais um aperitivo para esse lobo selvagem.

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“O amor não está ligado a nenhum prazer, mas sim a renúncia.” Por um espírito amigo

https://www.freepik.com/free-photo/girl-giving-a-flower-to-her-father_1115889.htm


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          No livro Despedindo-se da Terra, um romance psicografado pelo médium André Luiz Ruiz e de autoria do espírito Lucius, no capítulo 18: Luiz, sua sexualidade e seu obsessor, há diversos trechos que relatam a busca do prazer de um modo completamente desregrado, tendo os estímulos por parte de espíritos trevosos que se aproveitam das inclinações negativas nas experiências heterossexuais e na curiosidade que o leva a práticas homossexuais para dar vazão aos seus instintos mais primitivos.
          “(...)Luiz permitira ser influenciado por entidades aproveitadoras, vampirizadoras das forças vitais dos encarnados invigilantes, sócias nos seus prazeres e aventuras, estimulando suas tendências inferiores para delas extrair maior gama de sensações que não conseguiriam obter de outra forma, depois que a morte física lhes tirara o corpo carnal.
          Eram os antigos viciados, pervertidos e irresponsáveis de todos os tempos que, sem desejarem empenhar-se no esforço do crescimento e da transformação pessoal, passavam a acompanhar aqueles encarnados que fossem sensíveis às suas influências, coisa que, para acontecer, precisava contar, naturalmente, com a afinidade de gostos e desejos íntimos entre as duas partes.
          Luiz era uma dessas fontes a propiciar a tais entidades o pagamento em gozos e sensações animalizadas pela eventual proteção que passavam a lhe dar.
          Entre elas estava a mais viciada de todas, aquela entidade que havia sido trazida à reunião daquela noite e que ficara isolada das vistas dos demais.
          Era um Espírito de horrível feição e de vibrações extremamente aviltadas pelas práticas sexuais desregradas.
          Atuando na estrutura afetiva afrouxada pelos costumes e induzida pelas imagens veiculadas nos diversos meios de comunicação, que impulsionam as pessoas constantemente para os apelos do erotismo e pensamentos aventurescos na área das sensações, esse Espírito inferiorizado mantinha ligações muito profundas com Luiz, ligações estas que a cada dia mais se estreitavam, estando numa fase de quase simbiose, onde já não mais se distinguia quem é que mandava, quem é que queria, quem é que pensava.
          E nesse panorama, o invigilantes Luiz, que se permitira agir dentro daquilo que julgava ser sua inalienável liberdade de escolha, não admitindo a influência de nenhum dos seus parentes queridos que tanto o amavam, alegando sua condição adulta a ser dono de seu próprio nariz, era, na verdade, um joguete dos Espíritos trevosos, praticamente associado ao obsessor invisível , que lhe sugeria ações perniciosas, mas extremamente excitantes, e era obedecido com prazer.

Imagem de Internet

          Isso fizera com que Luiz passasse a buscar a satisfação física não apenas nos envolvimentos sexuais como outras jovens, falenas iludidas pelas sensações físicas, a facilitarem a troca das energias de maneira leviana e sem compromissos mais profundos.
          Além delas, Luiz acabara aceitando participar de reuniões libertinas, onde o sexo coletivo representava a essência do encontro, nas expressões primitivistas dos contatos íntimos sem limites, a envolverem tanto a hétero quanto a homossexualidade.
          Nestas ocasiões, conhecera homens com os quais passara a se relacionar regularmente, entregando-se, inicialmente por curiosidade, às vivências homossexuais, experiências estas que, no seu caso específico, passaram a se tornar mais constantes e repetidas em face da novidade que representavam para suas práticas sexuais, já então tornadas rotineiras e sem graça, nos encontros fortuitos com inúmeras mulheres. Além disso, envolvido pelas vibrações da entidade obsessora, Luiz pensava obter, na homossexualidade ocasional, as mesmas respostas estimulantes que a vivência heterossexual permitia aos encarnados.”
Imagem da Internet
                O trecho ditado pelo espírito Lucios acima, remete a maneira de como uma experiência que possui como motivo único o saciar do prazer e da curiosidade, o encontro real com uma entidade que o rege em pensamentos e movimentos como uma verdadeira marionete que nas mãos de tais entidades segue o roteiro de sua vida carnal como um simples objeto compensatório para energias e emoções envoltas do clímax sexual.
          Esse tema é muito complexo e certamente levaria a descrição de outros fatos, porém a literatura espírita é rica em detalhes, recomendo também a obra, Sexo e destino, pelo espírito André Luiz, psicografado por Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier, sim dois médiuns + um espírito = uma obra. Os pareceres nesta obra procuram esmiuçar no foco das atenções tudo que possa envolver o ato sexual, desde emoções a cobiça por bens terrenos.
          Apesar de longo, espero que possa ter representado um conteúdo inspirador para refletir ou até mesmo para contribuir a próprios apontamentos que possam em uma oportunidade vindoura serem expostos a outras pessoas.

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