quarta-feira, 16 de maio de 2018

Hidrocefalia: visão espiritual que antecede o reencarne

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Grande Cabeça

Advogado e o seu resgate espiritual
O Dr. Abelardo Tourinho era, indiscutivelmente, verdadeira águia de inteligência. Advogado de renome, não conhecia derrotas. Sua palavra sugestiva, nos grandes processos, tocava-se de maravilhosa expressão de magnetismo pessoal. Seus pareceres denunciavam apurada cultura. Abelardo se mantinha, horas e horas, no gabinete particular, surpreendendo as colisões das leis humanas entre si. Mas, seu talento privilegiado caracterizava-se por um traço lamentável. Não vacilava na defesa do mal, diante do dinheiro. Se o cliente prometia pagamento farto, o advogado torturava decretos, ladeava artigos, forçava interpretações e acabava em triunfo espetacular. Chamavam-lhe “grande cabeça” nos círculos de convivência comum. Era temido pelos colegas de carreira. Os assistentes se atropelavam a fim de atendê-lo no que desejasse. Muita vez, foi convidado a atuar, em posição destacada, nas esferas político-administrativas; entretanto, esquivava-se, porque as gratificações dum deputado eram singelas, perto dos honorários que recebia. Seus clientes degradantes eram sempre numerosos. Sua banca era frequentada por avarentos transformados em sanguessugas do povo, por negociantes inescrupulosos ou por criminosos da vida econômica, detentores de importante ficha bancária. Abelardo nunca foi visto lutando em causa humilde, defendendo os fracos contra os poderosos, amparando infortunados contra os favorecidos da sorte. Afirmava não se interessar por questões pequenas.

Mas, havia alguém que o acompanhava, sem tecer elogios precipitados. Era sua mãe, nobre velhinha cristã, que o alertava, de quando em quando, com sinceridade e amor. Dizia ela:

- Abelardo, não te descuides na missão do Direito. Não admitas que a ideia de ganho te avassale as cogitações. Creio que a tarefa da justiça terrestre é muito delicada, além de profundamente complexa. Ser advogado ou juiz é difícil ministério da consciência. Por vezes, observo-te as inquietações na defesa dos clientes ricos e fico preocupada. Não te impressiones pelo dinheiro, meu filho! Repara, sobretudo, o dever cristão e o bem a praticar. Sinto falta dos humildes, em derredor de teu nome. Ouço os aplausos de teus colegas e conheço a estima que desfrutas, no seio das classes abastadas, mas ainda não vi, em teu circulo, os amigos apagados de que Jesus se cercava sempre. Nunca pensaste, Abelardo, que o Mestre Divino foi advogado da mulher infeliz e que, na própria cruz, foi ardoroso defensor dum ladrão arrependido? Creio que o teu apostolado é também santo...
O eminente advogado balançava a cabeça, em sinal de desacordo, e respondia:
- Mãezinha, os tempos são outros. Devo preservar as conquistas efetuadas. Não posso, por isso, satisfazer-lhe as sugestões. Compreende a senhora que o advogado de renome necessita de clientes à altura. Alias, não desprezo os mais fracos. Tenho meu gabinete vasto, onde dou serviço a companheiros iniciantes, junto aos quais os menos favorecidos do campo social encontram os recursos que necessitam...
- Oh! Meu filho! Estimaria tanto ver-te a sementeira evangélica!...
O advogado interrompia-lhe as observações, sentenciando:

- A senhora, porém, necessita compreender que não sou ministro religioso. Não devo ligar-me a preceituação estranha ao Direito. E é tão escasso o tempo para a leitura e analise dos códigos que me não sobra ensejo para estudos do Evangelho. Além do mais – e fazia um gesto irônico -, que seria de meus filhos e de mim mesmo se apenas me rodeasse de pobretões? Seria o fim da carreira e a bancarrota geral.
A genitora discutia amorosa, fazendo-lhe sentir a beleza dos ensinamentos cristãos, mas Abelardo, que se habituara aos conceitos religiosos de toda gente, não se curvava às advertências maternas, conservando mordaz sorriso ao canto da boca.
A experiência terrestre foi passando devagar, como quem não sentia pressa em revelar a eternidade da vida infinita.
lama umbralina
A Senhora Tourinho regressou à espiritualidade, muito antes do filho.
Abelardo, todavia, jamais cedeu aos seus pedidos.
E foi assim que a morte o recolheu, envolvido em extensa rede de compromissos (com a lei divina). Compreendeu, tarde demais, as tortuosidades perigosas que traçara para si mesmo. Muito sofreu (no umbral) e chorou nos caminhos novos. Não conseguia levantar-se, achava-se caído, na expressão literal. Crescera-lhe a cabeça enormemente, retirando-lhe a posição de equilíbrio normal. Colara-se à terra, entontecido e freqüentemente atormentado pelas vitimas ignorantes e sofredoras (pessoas que ele prejudicou quando os fez perder a causa tornaram-se obsessores).
A devotada mãezinha visitou-o por anos, sem alcançar resultados animadores.
Ele prosseguia na mesma situação de imobilidade, deformação e sofrimento.
A mãe, reparando na ineficácia de seus carinhos, trouxe um elevado orientador de almas à paisagem escura (umbral).

Pretendia um parecer, a fim de traçar diretrizes de ação.
O prestimoso amigo examinou o paciente, registrou-lhe as pesadas vibrações mentais, pensou, pensou e dirigiu-se à abnegada mãe, compadecido:
- Minha irmã, o nosso amigo padece de inchação da inteligência pelos crimes cometidos com as armas intelectuais. Seus órgãos da ideia foram atacados pela hipertrofia de amor-próprio. Ao que vejo, a única medida capaz de lhe apressar a cura é a hidrocefalia no corpo terrestre.
A nobre genitora chorou amargurada, mas não havia remédio se não conformar-se.
E, daí a algum tempo, pela inesgotável bondade do Cristo, Abelardo Tourinho reencarnou e podia ser identificado por amigos espirituais numa desventurada criança do mundo, colada a triste carrinho de rodas, apresentando um crânio terrivelmente disforme, para curar os desvarios da “grande cabeça”.

Pelo espírito: Irmão X (Humberto de Campos)
Psicografia: Chico Xavier
Livro: Pontos e Contos

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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Breve conversa com uma criança espiritual

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Aproveitando a passagem de uma amiga de anos por São Luís/MA, terra onde resido atualmente, conheço a Maria Flor, criança espiritual de sete anos com um avivamento energético preenchido com muita alegria. O contato é feito, pois minha amiga sendo médium de incorporação, ou como a doutrina espírita informa, médium com a faculdade de passividade* a um espírito comunicante.

O que irei relatar abaixo foram algumas breves perguntas que realizei a ela.

Andança Espirita - Você mora em qual cidade espiritual?
Maria Flor - Ela se chama Jesus, Maria e José.

Andança Espírita - Qual é a especialidade desta cidade espiritual?
Maria Flor - É uma cidade espiritual que acolhe espíritos de pessoas que tinham muito apego pelos bens materiais ou coisas que faziam quando estavam aqui (na Terra). Eu tinha apego com brinquedos.

Andança Espírita - E como é lá?
Maria Flor - É muito parecido com aqui, tem tudo o que eu gosto de fazer, quando eu desencarnei, eu fiquei muito triste, pois não poderia brincar com tudo o que eu gostava, mas lá eu tenho tudo o que tinha aqui e por isso, sou muito feliz lá também!

Andança Espírita - O que você faz lá?
Maria Flor - Eu pinto, faço teatro e dança. Ah! eu também faço artesanato, sempre com muitas flores, minha mão fica cheia de cola e glitter, as minhas preferidas são margaridas! Sem esquecer que eu também brinco com outras crianças!

Depois desse breve bate papo, ela disse que tinha que ir embora, pois ia buscar uma criança que havia vindo com ela, porém estava na casa de outra pessoa que também gosta de crianças. O meio de transporte delas para retornar a cidade espiritual era em um formato de foguete para tornar a viagem  de volta mais rápida.

Lembrando que André Luis, por Chico Xavier, no livro Nosso Lar, relata que o meio de transporte utilizado por eles é o aerobus, com uma tecnologia muito além de nosso tempo, mas que um dia chegará até nós.

Criança é sinônimo de pureza, alegria e descontração! Não há mal algum que vença tais sinônimos e tais brincadeiras são formas que a espiritualidade utiliza para realizar os trabalhos.

Agradeço a Maria Flor pela conversa e também pelo tempo investido, já que espíritos desta natureza e com tal esclarecimento, não saem de suas cidades ou colônias espirituais sem a devida permissão ou merecimento diante de todos os atos e tarefas já realizados.

*Significado de Passividade: Passividade - [do latim passivitate] - 1. Qualidade de passivo, aquele que sofre ou recebe uma ação ou impressão. 2. Faculdade de receber influência ou comunicação de Espírito, via de regra por psicografia ou por psicofonia. 3. A manifestação espiritual, via mediunidade.

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Festa Agostina na SEJ

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Neste sábado a Sociedade Espírita Jorge, em Vila Isabel, Rio de Janeiro, abrirá as suas portas para uma tarde de pura alegria com início às 13h00. O motivo é uma festa agostina para espírita caipira nenhum colocar defeito.

Haverá uma fartura de comidas boas, com o famoso bolo de aipim, bolo de milho, canjica, cachorro quente e o que dizer dos caldos? Tão saborosos que certamente possuem um toque a mais da espiritualidade!

Dentre as atrações, será possível brincar na pescaria, boca do palhaço, argola e a tão disputada dança das cadeiras, agora, só falta você se agendar para não dançar com a data e perder esse arraiá bom di mais da conta, sô!

Ainda não conhece a SEJ? Essa é uma ótima oportunidade para conhecer esta casa e família que estão sempre a disposição para acolher e ensinar de acordo com a Doutrina Espírita.


Local: Sociedade Espírita Jorge
Data: 30 de Julho
Início: 13h00
Endereço: Rua Luís Barbosa, 36 - Vila Isabel
Contato: 21 2578-9851

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Sementes de Luz Plantadas